O exemplo da Igreja egípcia

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Recentemente a missionária Débora liderou uma pequena equipe composta de brasileiros, jordanianos e egípcios num projeto que estamos denominando #35Coptas. Nosso desejo é socorrer os familiares dos mártires cristãos egípcios assassinados no interior do país enquanto estavam a caminhando de um retiro de oração. Em três dias, Débora visitou a igreja dos mártires, conheceu seus líderes e visitou boa parte dos familiares. A experiência foi incrível e pudemos encorajar as famílias, dar um palavra de esperança e um pouco de alegria para todos, principalmente as crianças. As histórias são todas arrebatadoras, assim como as necessidades. O número de órfãos e viúvas quebrantou nosso coração.

Om Samuel, ao lado de Débora, perdeu um genro, seu marido, seu filho e sua neta. Ela conta que os terroristas entraram no ônibus e após assassinarem todos os homens começaram a atirar nas pernas das mulheres. Ela foi baleada em suas duas pernas e barriga. Om Samuel entrou em choque e começou a chorar desesperada pelas mortes de seus entes queridos e por sua dores, quando de repente vê Jesus caminhando no corredor do ônibus no meio dos corpos. Ele olha para ela e lhe pede para se acalmar, ele estava ali. No mesmo instante Om Samuel sente paz e consegue se acalmar e Jesus desaparece. Mesmo ferida, ela ainda consegue ligar para alguns parentes para pedir socorro.

Outra história é a do pequeno John, que tem por volta de três anos. Ele estava correndo dentro do ônibus, quando os tiros acertaram seu pai, Hany, que morreu imediatamente.  Alguns corpos caíram encima de John, que ficou preso embaixo deles até ser retirado pela avó, que sobreviveu ao ataque. John levou um tiro na mão, é possível ver as cicatrizes em sua mão direita, e teve alguns órgãos feridos pelo peso dos corpos. Ainda assim, após levantar-se, a pequena criança, sem entender o que estava acontecendo, e mesmo ferida, continuou correndo no corredor do ônibus, brincando até que fosse resgatado.

Débora e a equipe visitaram a igreja dos pastores que são nossos parceiros na região. Raed, nosso administrador na Jordânia, e tradutor nesta viagem, compartilhou a palavra em um dos cultos também. Fizemos uma pesquisa  com as famílias e estamos sonhando em apoia-las. Interceda por nós!

 

 

 


Nosso objetivo é manter você e sua igreja informados sobre nossa atuação no campo transcultural. Contamos com sua intercessão e apoio para que possamos realizar a obra que Deus nos dá o privilégio de realizar no mundo muçulmano.

 

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Mensagens Pastorais

Como Deus te vê

Existe um modo como a sociedade nos enxerga: não pelo que somos, mas pelo que temos. A ótica humana costuma valorizar as pessoas pelo que elas possuem. Entretanto, o Senhor nos enxerga com misericórdia e com graça. Seu maravilhoso olhar transforma nosso ser, nosso viver. 

Quando o profeta Samuel recebe a incumbência de encontrar um Rei para Israel, ele vai até a casa de Jessé e encontra vários filhos fortes, de boa estatura. Mas, Deus escolhe Davi, sem formação, sem força excepcional. Esse registro do livro primeiro livro de Samuel, capítulo 16, nos confirma que os olhos do Eterno são especiais.

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Encontros e Despedidas

Dizem que a vida é cheia de encontros e despedidas. Mas, existe um perigo! Na verdade, um grande perigo: o de transferirmos a transitoriedade de nossa presença nas coisas do cotidiano para nosso relacionamento com Deus. Em outras palavras, existe o grande risco de nossa relação com Pai transformar-se em encontros e despedidas.

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Sobre Sapatos e Canetas

Dentre todas as diferenças materiais, estruturais e utilitárias que existem entre sapatos e canetas, encontro uma semelhança: ambos são objetos que nós perdemos constantemente. A diferença é que os sapatos nós perdemos por necessidade - já que nossos pés crescem - mas as canetas nós perdemos por descuido. 

Devemos dar graças a Deus por coisas em nossas vidas que são como sapatos, com o tempo não nos servem mais. Em 1ª aos Coríntios 13, a mais bela narrativa de Paulo sobre o amor, ele diz no versículo 11: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” Crescer é necessário, amadurecer é importante, deixar velhos hábitos é indispensável.

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Páginas em Branco

Já estava desacostumado, mas depois de muito tempo meu professor passou um gigantesco trabalho manuscrito. Nessa era de computador, tablet, etc, desaprendemos a escrever à mão. Na universidade, os cadernos foram substituídos por notebooks, até mesmo as aulas nos quadros foram para o projetor do datashow.

A evolução nos deixa acomodados. A gente se acomoda com a companhia dos artistas da TV, quando não há ninguém ao lado no sofá; se acomoda a mandar mensagem pelo celular e se desacostuma com a voz e a presença do outro. Muitas teclas, pouco toque. Muitas telas, pouca visão. Muitos dados, poucos abraços.

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